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Falta de investidores atrasa projeto do novo Trabant

Data 30/12/2010


Carsale - O aguardado lançamento do novo Trabant, a versão repaginada e elétrica do carro-símbolo do comunismo alemão, pode não acontecer. Em princípio, a meta dos idealizadores do Trabant nT - abreviatura do termo New Trabant, ou Novo Trabant, em português - era de iniciar a produção do veículo em 2012, mas a falta de recursos financeiros e de investidores vem atrasando a conclusão do projeto, avaliado em cerca de 30 milhões de euros - ou aproximadamente R$ 66 milhões.

De acordo com informações veiculadas pelo website Autointernationaal, da Holanda, a Herpa, empresa responsável pelo desenvolvimento do novo Trabant, não teria capital suficiente para finalizar o projeto. A fabricante alemã de carrocerias Indikar, parceria da Herpa no desenvolvimento do veículo, também estaria em busca de fornecedores do motores, baterias e tecnologia para viabilizar a conclusão do carro. Mas, apesar das dificuldades enfrentadas por ambas as empresas, seus representantes garantem que o projeto do novo Trabi - como o carro era popularmente conhecido - não foi cancelado.

A expectativa é de que o hatchback de duas portas deva custar entre 20 mil e 25 mil euros (entre R$ 44 mil e R$ 55 mil) no mercado europeu. No fim de 2009, pouco depois de o protótipo do novo Trabant ter sido apresentado durante o Salão de Frankfurt, na Alemanha, rumores davam conta de que ele viria equipado com tração dianteira e um motor elétrico capaz de gerar 45 kW de potência. Este conjunto seria alimentado por baterias de íon-lítio instaladas no espaço entre o eixo traseiro e a transmissão. A velocidade estimada era de 130 km/h. Mostrado, na ocasião, com a carroceria pintada na tradicional cor azul, a versão conceitual do modelo era 16 centímetros mais longa e mais larga que o Trabant original.

Breve história do Trabant

Concebido por meio de um projeto que previa, em princípio, o desenvolvimento de um veículo de três rodas, o Trabant original chegou às ruas da Alemanha Oriental em 1957, com a proposta de popularizar o acesso ao automóvel aos consumidores daquele país. Sua carroceria era feita de plástico para baratear os custos de fabricação em larga escala. Mais tarde, com o fim da produção do carrinho, no início da década de 1990, esta característica causou uma grande dor de cabeça para as autoridades alemãs. Por não ser reciclável, um fungo específico teve de ser criado para "comer" a carroceria plástica de milhares de Trabant que foram abandonados por seus proprietários. Com a queda do Muro de Berlim e o fim do regime comunista na Europa, em 1990, os simplórios Trabant acabaram sendo trocados por máquinas mais modernas de marcas como Porsche, Mercedes-Benz e Opel.

Além do visual peculiar, o desempenho não era o forte do Trabant. Equipado com um bloco de dois cilindros, de dois tempos e apenas 500 cm³, refrigerado a ar, ele atingia velocidade máxima de 100 km/h e levava sonolentos 20 segundos para ir do 0 (zero) aos 80 km/h, mesmo pesando apenas 615 quilos. Já o consumo de combustível era condizente com a proposta do carro: 11 km/l, na cidade, e 14 km/l, na estrada. A empresa Sachsenring produziu o Trabant na antiga fábrica da Auto Union - empresa que deu origem à Audi -, em Zwickau, até o dia 30 de abril de 1991. Ao todo, mais de 3 milhões de unidades do Trabi foram vendidas em duas gerações P50 (de 1957 a 1963) e P60 (de 1960 a 1991). Estima-se que cerca de 200 mil exemplares do carrinho ainda rodem pelo mundo, principalmente em países da Europa oriental. Além do sedã e da perua, o modelo contou com versões picape e conversível. Trabant, em alemão, significa companheiro de viagem.



Fonte: Carsale


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