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Componentes que valorizam o carro brasileiro

Data 29/12/2009


Como a indústria automobilística brasileira agregará valor a seus veículos a ponto de competir, dentro de nossas próprias fronteiras, com coreanos e chineses que preparam uma verdadeira invasão ao nosso mercado nos próximos anos?

De um lado a resposta está na oferta de componentes atrativos, a preço mais baixo, como o câmbio semiautomatizado. De outro está na própria legislação que governará a produção dos próximos veículos brasileiros e elevará a escala de produção.

Resolução do Contran determina que em janeiro de 2014 todos os carros novos deverão sair de fábrica com sistema ABS para serem registrados. Até lá haverá um percentual da produção que deverá receber o componente que ajuda a evitar o travamento das rodas durante a frenagem. Os veículos importados deverão atender também a legislação.

O airbag frontal será item obrigatório para o motorista e passageiro nos novos projetos de carros. Os modelos zero-quilômetro já existentes deverão incorporar o dispositivo até 2014.

A inclusão de ABS e air bag provocará inevitável aumento de custo na produção dos novos veículos, mas o impacto será decrescente com o avanço na escala de produção.

O air bag representa atualmente R$ 1,5 mil a R$ 2,5 mil no preço do carro e já equipa quase um quarto dos automóveis vendidos no Brasil. Já o ABS custa R$ 2 mil a R$ 3 mil a mais no preço dos veículos.

Matéria na revista Veja de 23 de dezembro indica que outros itens de conforto e segurança já integram o carro nacional. A direção hidráulica, indispensável para diminuir o esforço ao virar o volante, está disponível desde 1996 e custa R$ 1,8 mil.

O câmbio automático custa R$ 4 mil a R$ 5 mil, mas já existe a versão semiautomática (automatizada) por R$ 2,5 mil no portifólio da GM (Easytronic, na Meriva 1.8), Volkswagen (i-Motion, no Polo, Gol, Voyage e Fox 1.6) e Fiat (Dualogic, no Palio ELX 1,8 e Siena HLX 1.8).

O câmbio semiautomático pode economizar até 5% de combustível, enquanto o automático eleva o consumo em até 10%.

Segundo ainda a Veja, pesquisa da Fenabrave constatou que o gasto médio para compra do carro novo cresceu de R$ 34 mil em 2008 para R$ 37,8 mil em 2009. Com melhores condições de financiamento e prazos maiores, o consumidor passa a considerar a inclusão de componentes até então impensáveis na hora da compra – como o câmbio automatizado.

A Marelli produziu 15 mil câmbios automatizados em 2008. Para 2010 a previsão já avançou para 140 mil unidades.

Carlos Henrique Ferreira, engenheiro e assessor técnico da Fiat, adverte no entanto que muitos brasileiros ainda apreciam fazer a troca de marchas manualmente e ‘dominar a máquina’. Assim, o câmbio automatizado ainda perde importância diante de itens como ar condicionado, direção hidráulica e trio elétrico.

Essa preferência por itens de conforto justifica em boa parte a obrigatoriedade de itens de segurança como air bag e ABS que, na maioria dos casos, fica no final da lista de prioridades de muitos consumidores.


Fonte: Automotive Business


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