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Teste: Volkswagen Virtus - Virtudes explícitas

Data 17/05/2018

 Volkswagen acerta no custo/benefício com a versão de entrada do sedã Virtus


POR MÁRCIO MAIO
AUTO PRESS
 
Quando lançou o Up, em 2014, a Volkswagen estava certa de que conquistaria um volume de vendas capaz de absorver a saída do Gol G4. Mas não teve sucesso. De lá para cá, a marca vem buscando formas para recuperar sua participação no mercado. E, na contramão de alguns concorrentes, que apostaram no segmento de SUVs compactos, optou por reposicionar sua linha compacta apostando, inicialmente, nos novos projetos Polo e Virtus. O hatch chegou primeiro e seu bom desempenho nas vendas já mostrava que as portas estavam abertas para a chegada do sedã. Não deu outra: em seu terceiro mês nas lojas, o modelo emplacou 3.862 unidades em abril e foi o terceiro sedã mais vendido, atrás apenas do compacto Prisma e do médio Corolla. Além do amplo espaço interno, o preço competitivo é um dos trunfos do carro. E isso se mostra ainda mais claramente em sua configuração de entrada, a 1.6 MSI. 
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O motor é o mesmo já usado pela marca. Ele é capaz de entregar 110/117 cv de potência e 15,5/16,5 kgfm de torque máximo com gasolina/etanol no tanque. Já a transmissão é sempre manual, com cinco marchas. O trem de força leva o Virtus de zero a 100 km/h em apenas 9,8 segundos – é apenas 0,1 segundo mais lento que as versões mais caras, que são equipadas com propulsor tricilíndrico 1.0 turbo de 128 cv com etanol. 
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O preço, sem opcionais, começa em R$ 59.990. Mas não se trata de um pacote inicial atraente. Traz ar-condicionado, direção, vidros e travas elétricas. Estes já foram itens que simbolizavam um ar superior às variantes, mas hoje fazem parte do básico que se espera de um carro de passeio. Porém, a Volkswagen não criou para o Virtus 1.6 MSI packs extras tão caros. Assistente para partida em subida, computador de bordo, controle eletrônico de estabilidade e tração e bloqueio eletrônico do diferencial adicionam R$ 1.050 à conta. E para incluir sensores de estacionamento traseiros, rodas de liga leve de 15 polegadas, central multimídia com Apple CarPlay, Android Auto e Mirrorlink e volante multifuncional, sai R$ 1.900 a mais, ou R$ 2.950 pelo pacote. Com isso, sem contar a cor metálica, é possível ter um Virtus 1.6 MSI completo por R$ 62.940. 
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Os concorrentes trabalham em uma faixa de preço semelhante com este mesmo nível de equipamentos. Porém, o Virtus ganha de longe quando o assunto é espaço interno. Produzido na mesma plataforma modular MQB do Polo, ele tem 9 cm a mais de entre-eixos que o hatch, totalizando 2,65 metros. Essa medida é típica de modelos médios. Com isso, a Volkswagen acabou criando uma espécie de nova categoria de sedãs, que pode ser classificada como a de médio-compactos. O porta-malas não chega a se destacar tanto, embora não faça feio: são 521 litros. 
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Outro ponto a favor do Virtus é a preocupação latente da Volkswagen em garantir um bom resultado no programa de avaliação de carros novos da América Latina, o Latin Ncap. Cintos de três pontos e apoios de cabeça para todos os assentos, airbags laterais além dos frontais e sistemas de ancoragem de assento infantil estão na versão como itens de série. E contribuíram para que o sedã levasse cinco estrelas para proteção de adultos e crianças na avaliação. Como é cada vez maior o número de consumidores que se preocupa com a questão da segurança, esse é um investimento feito pela fabricante que pode ajudar a incrementar ainda mais as vendas de seu novo sedã, incluindo a variante 1.6 MSI.
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Ponto a ponto
 
Desempenho – O motor 1.6 MSI do Virtus move com agilidade a versão de entrada do sedã médio-compacto da Volkswagen. São 110/117 cv de potência e 15,5/16,5 kgfm de torque máximo com gasolina/etanol, suficientes para fazer com que o modelo acelere de zero a 100 km/h em apenas 9,8 segundos. O torque máximo só dá as caras em 4 mil giros, mas bem antes disso o modelo já se mostra disponível para boas retomadas e ultrapassagens. A velocidade máxima chega a 195 km/h. Quanto ao câmbio manual, os engates são precisos – característica típica dos modelos da marca alemã. Nota 8.
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Estabilidade – A suspensão segue a lógica tradicional da Volkswagen de priorizar a estabilidade com um acerto mais firme. A carroceria aderna pouco em curvas e é extremamente difícil ver o opcional controle eletrônico de estabilidade, presente na unidade avaliada, em ação. Nota 8.
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Interatividade – Todos os comandos ficam bem localizados e o habitáculo segue a linha racional comum adotada pela marca. A central multimídia opcional Composition Touch tem tela de 6,5 polegadas e permite espelhamento de aparelhos móveis com os sistemas Android Auto, Apple CarPlay e Mirrorlink. Computador de bordo é opcional, assim como sensores de estacionamento traseiro – câmara de ré não entra no pacote. Não há sensor crepuscular ou de chuva nesta configuração. A maior decepção, porém, está na ausência de qualquer ajuste na coluna de direção – nem de altura, nem de profundidade. Nota 7.
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Consumo – O InMetro não divulgou dados oficiais sobre o Virtus. O sedã utiliza o mesmo trem de força do Volkswagen Polo em suas versões intermediárias e o hatch garantiu médias de 8,2/9,5 km/l e 12,0/13,9 km/l na cidade/estrada com etanol e gasolina no tanque, respectivamente. No três volumes, esses números devem ser ligeiramente piores. Nota 7.
 
Conforto – O espaço interno é extremamente favorecido pelo fato de se tratar de um compacto na largura, mas com comprimento e entre-eixos avantajados – de 4,48 metros e 2,65 m, respectivamente. Isso se traduz em ampla área para pernas e joelhos dos passageiros de trás, mas não há milagres quanto à largura: três adultos no banco de trás precisam se apertar um pouco. O isolamento acústico é eficiente em velocidade alta e condiz com a proposta do carro – e com a faixa de preço em que ele atua. A suspensão, apesar de ser um pouco mais firme, consegue absorver boa parte das irregularidades do asfalto. Nota 8.
 
Tecnologia – O Virtus é um projeto novo, construído sobre a bem-sucedida e moderna plataforma MQB, que tem um alto nível de rigidez. O motor 1.6 MSI é um motor de quatro cilindros e configuração tradicional, mas apresenta bom desempenho. Há opcionais interessantes disponíveis para a configuração de entrada do sedã, como controles dinâmicos de estabilidade e tração, por exemplo. Mas a transmissão automática de seis velocidades fica restrita à motorização 1.0 turbo, das variantes mais caras. Nota 8.
 
Habitabilidade – A cabine traz porta-objetos que facilitam o dia a dia. O porta-malas leva 521 litros. Não é o maior da categoria, mas é muito amplo para um compacto. A altura interna é boa, porém passageiros mais altos podem se sentir incomodados no assento traseiro por conta do caimento do teto. Nota 8.
 
Acabamento – O interior do modelo é bem simples e transmite mesmo a sensação de se estar em uma configuração de entrada. Os materiais aparentam ter boa qualidade, mas não há qualquer requinte. O plástico rígido é abundante, mas com encaixes e arremates são bem feitos. Os tecidos parecem ser resistentes, mas o conjunto, de maneira geral, parece um pouco ultrapassado. Nota 6.
 
Design – O desenho do Virtus aposta em algo que já virou um tanto clichê nos novos sedãs: vincos laterais bem marcados, a coluna de trás inclinada – com direito a uma espécie de spoiler – e caimento do teto similar ao de um cupê. Isso cria um visual mais esportivo e dá personalidade própria ao carro, a ponto de não transparecer muito que se trata de um sedã derivado do hatch Polo. Nota 8.
 
Custo/benefício – A Volkswagen pede iniciais R$ 59.990 pelo Virtus 1.6 MSI, numa versão sem um mero computador de bordo. Completo, com central multimídia e controles de estabilidade e tração, além de rodas de liga-leve de 15 polegadas, assistente de partida em subidas e sensores de estacionamento traseiros, o preço vai a R$ 62.940. Concorrentes como Honda City, Fiat Cronos, Nissan Versa, Chevrolet Prisma e Cobalt e Hyundai HB20S têm preços similares nas versões inferiores em conteúdo, mas com potência semelhante. O modelo da marca alemã também ganha em espaço interno. Nota 8.
 
Total – O Volkswagen Virtus 1.6 MSI somou 77 pontos em 100 possíveis.
 
Impressões ao dirigir
Modernidade estrutural
 
O visual do Volkswagen Virtus 1.6 MSI agrada. Mas a condição de versão de entrada fica muito presente nos detalhes. As rodas originalmente são de aço e não há luzes de neblina, por exemplo. Mas o desenho projetado para transmitir a ideia de esportividade – mais condizente com o motor 1.0 turbo TSI das versões superiores – é interessante e chama atenção nas ruas, mesmo apostando em elementos discretos. Por dentro, os elogios vão principalmente para o amplo espaço para pernas dos passageiros de trás. 
 
Em movimento, o propulsor de quatro cilindros empolga nas arrancadas – é até mais rápido no zero a 100 km/h que o 1.0 TSI. Mas em regime de uso normal, falta um pouco de torque em giros médios, como os mais usados em âmbito urbano. .De qualquer forma, está longe de se mostrar fraco. Basta que as rotações subam um pouco para que ganhe vigor e favoreça o uso em estradas e garanta ultrapassagens seguras. E os giros sobem bem rápido, embora as retomadas não sejam assim tão incisivas. 
 
A suspensão é outro ponto alto do modelo. O Virtus filtra bem as irregularidades das ruas, mesmo com seu ajuste mais firme e direcionado a impedir movimentos indesejados da carroceria. Isso vale tanto para as curvas quanto para trechos com quebra-molas. A combinação entre conforto e segurança é favorecida pela utilização da plataforma MQB, que tem um alto nível de rigidez. O que vocaciona o Virtus MSI para o uso familiar.
 
Ficha técnica
Virtus 1.6 MSI
Motor: Gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 1598 cm³, com quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro. Acelerador eletrônico e injeção direta de combustível. 
Transmissão: Câmbio manual com cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece controle eletrônico de tração e bloqueio automático do diferencial. 
Potência máxima: 117/110 cv a 5.750 rpm com etanol/gasolina. 
Aceleração 0 a 100 km/h: 9,8 segundos etanol. 
Velocidade máxima: 195 km/h etanol. 
Torque máximo: 15,8/16,5 kgfm a 4 mil rpm com etanol/gasolina. 
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com triângulos inferiores, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Traseira por eixo interdependente com braços longitudinais com molas helicoidais, amortecedores telescópicos hidráulicos e barra estabilizadora. Oferece controle eletrônico de estabilidade.
Freios: Discos ventilados na frente e sólidos na traseira. 
Pneus: 195/65 R15. 
Carroceria: Sedã em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,48 metros de comprimento, 1,75 m de largura, 1,47 m de altura e 2,65 m de distância entre-eixos. Oferece airbags frontais e laterais de série. Peso: 1.139 kg em ordem de marcha. 
Capacidade do porta-malas: 521 litros. 
Tanque de combustível: 52 litros. 
Produção: São Bernardo do Campo, São Paulo. 
Itens de série: Direção elétrica, sistema de alarme com comando remoto, banco do motorista com ajuste milimétrico de altura, uma luz de leitura dianteira e duas traseiras, quatro alto-falantes, antena no teto, ar-condicionado, banco traseiro com encosto rebatível, Sistema de fixação da cadeirinha de criança Isofix, revestimentos dos bancos em tecido, travamento elétrico e remoto das portas, porta-malas e tampa de combustível e vidros elétricos dianteiros e traseiros com função "one touch" nos dianteiros.
Preço: R$ 59.990. 
Opcionais: Assistente para partida em subida, computador de bordo, sensores de estacionamento traseiros, controle eletrônico de estabilidade, controle de tração, bloqueio eletrônico do diferencial, rodas de liga leve de 15 polegadas, sistema de som touchscreen com app-connect e volante multifuncional.
Preço completo: R$ 62.940.


Fonte: UOL Carros / Motor Dream

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