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Só carros preparados e com tração 4x4 podem enfrentar aventuras?

Data 13/03/2018

Honda HR-V e WR-V: dois carros comuns, apenas com estepes alteradosImagem: O Mundo em Movimento


oel Leite, Amyr Klink

Colaboração para o UOL, em São Paulo SP

13/03/2018 12h49

Fazer uma jornada de carro por diversos tipos de terreno e temperaturas é algo exclusivo para carros especiais? Joel Leite e Amyr Klink respondem

O jornalista Joel Leite parceiro de UOL Carros com o Blog O Mundo em Movimento e diretor da "Agência AutoInforme" e do "Portal EcoInforme", voltado à sustentabilidade e o navegador Amyr Klink  que tem mais de 30 anos de experiência fazendo roteiros de aventura extrema, dando palestras e escrevendo livros sobre o assunto. Ambos estão fazendo a expedição "Pra Lá do Fim do Mundo", de 18 dias a bordo de quatro unidades de modelos da Honda que dá apoio logístico por estradas de quatro países da América do Sul: dois WR-V e dois HR-V. A aventura toda é narrada diariamente no blog de Joel Leite, mas dicas exclusivas serão publicadas aqui em UOL Carros. Como esta: é possível se aventurar com carros normais, como o que você tem na garagem? Você está convidado a ler e também a comentar!

Fazer uma jornada de carro de quase 8 mil quilômetros, cruzando diversos tipos de terreno e grande variação de temperatura, pode parecer uma aventura exclusiva para carros preparados e, sobretudo, com tração 4x4. Não é verdade. O carro, claro, precisa estar em bom estado e com a manutenção em dia. Mas não é preciso alterações para pegar a estrada. 

Os três modelos usados na expedição são praticamente idênticos aos vendidos na concessionária. A única adaptação foi feita por uma questão prática: a substituição dos estepes de série, mais finos, por pneus normais, teve como objetivo levar pneus sobressalentes, uma necessidade nas longas distâncias sem borracheiro.

Combustível 

Essa questão também levantou uma dúvida quanto à autonomia do tanque de combustível dos carros. No entanto, com 45,7 litros WR-V e 51 litros HR-V nos tanques, motores de alta eficiência e baixo consumo rodoviário - acima dos 15 km/l nos dois carros , estamos bastante seguros nesse aspecto. Em trechos de estrada na Patagônia os postos de combustível desaparecem por mais de 300 quilômetros, por isso, é necessário que os carros sejam eficientes e tenham sempre gasolina no tanque.

"O importante em uma viagem como essa é termos confiança nos carros, da mesma maneira que tenho confiança nos meus barcos quando vou para o mar", diz Amyr  Klink.

Também é preciso conhecer o equipamento, no caso, os carros. Antes da largada, os integrantes da equipe participaram de um treinamento para conhecer melhor os carros. Você precisa e pode conhecer mais o seu carro no momento da compra, com a equipe da concessionária. Também se falou da assistência 24 horas disponível nos quatro países pelos quais a expedição passará: Brasil, Argentina, Uruguai e Chile. Estar ciente da rede autorizada ao planejar viagens de carro é fundamental.  

No porta-malas Nossa equipe é formada por nove pessoas que se dividem entre os carros. Também há a questão da bagagem. Nesse caso, a versatilidade da configuração dos bancos do Honda WR-V e do Honda HR-V permitiu que toda a bagagem fosse acomodada sem problemas. Os carros contam com o sistema ULT sigla de Utility Long  Tall, que permite inúmeras configurações dos bancos. Mas a questão é acomodar bem a bagagem.

E quando falamos de bagagem aqui, não falamos apenas das malas e mochilas pessoais. Estamos levando um motor de popa Honda BF20 de quatro tempos e 46 quilos. Apesar do tamanho, o equipamento coube no porta-malas do HR-V, que tem 437 litros. O motor será acoplado em um barco inflável, também levado a bordo, com o qual lagos e mares serão explorados ao longo da viagem.

Nos porta-malas levamos ainda um gerador no caso, um Honda EU 10i, que vai nos ajudar a carregar as câmeras de vídeo e fotografia e a iluminar o ambiente em caso de pernoitarmos em barracas. Os equipamentos de vídeo e foto, diga-se, também são bastante espaçosos. Além das câmeras, há drones, lentes, estabilizadores, tripé, microfones, luzes... Levamos também computadores e um aparelho chamado B-Gan, que funciona como uma antena que vai garantir sinal de satélite nos locais onde os serviços 3G e 4G não funcionam.

Como se vê, a maior preocupação foi ligada aos equipamentos. Mas os carros são iguais aos vendidos nas concessionárias.

"Essa viagem mostra que as pessoas podem fazer viagens longas e difíceis com os carros que possuem na garagem", afirma o navegador.


Fonte: UOL Carros

Esta notícia foi marcada em Mercado Automotivo


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