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Receita para relaxar

Data 31/12/2008


BMW 120i Cabrio e Mercedes-Benz SLK 200 Kompressor abrem suas capotas no Brasil

Daniel Messeder e Thiago Vinholes


Trânsito às 6h30 da manhã? É, amigo, estamos em São Paulo, numa terça-feirade tempo bom. Com caminhões soltando fumaça preta, motoboys acelerados e carros enguiçados, encarar a Marginal Tietê (uma das vias mais movimentadas da cidade) logo cedo é um ótimo jeito de começar o dia estressado. Naquela manhã, porém, não havia chefe esperando para reunião e nem trabalho acumulado da semana passada. A bordo dos novos BMW 120i Cabrio e Mercedes SLK 200 Kompressor, que acabam de chegar ao Brasil (um inteiramente novo, o outro, reestilizado), nosso destino era Campos do Jordão (SP), estância serrana famosa por reunir ricos e seus carrões. Bom, pelo menos naquele dia, esse era nosso caso. Ou que tipo de gente abandona o escritório para passear de conversível em plena terça-feira?

Por motivos óbvios, o botão que faz a capota desses carrões baixar só foi acionado após entrarmos na rodovia Ayrton Senna. Na parada do café-da-manhã, o prato principal foi observar os engenhosos mecanismos de abertura dos tetos trabalhando. Nosso único “esforço” foi apertar e segurar o botão de comando. Em 22 s, a cobertura de tecido do BMW estava guardada no porta-malas. Exatamente no mesmo tempo, o teto de aço do SLK se recolheu na área destinada às bagagens. Aliás, a capota abaixada é uma ótima desculpa para “proibir” sua companhia de levar malas grandes, uma vez que o espaço para carga diminui muito com a cobertura guardada.

Além da diferença no material do teto, esses alemães divergem em quase tudo. Não se trata, portanto, de um comparativo — senão teríamos um Z4 em vez do Série 1. Reunimos esses dois alemães pelo simples fato de serem novidade e de proporcionar prazer ao ar livre. Mas juntar um BMW e um Mercedes e não falar em rivalidade...

Por isso, antes de subir a serra, vamos aos fatos: o 120i Cabrio é um conversível mais tradicional, com quatro lugares (mas só crianças cabem atrás), e tem motor 2.0 16V de 170 cv. Custa R$ 175 mil, o que pode não parecer muito em se tratando de um BMW Cabriolet, mas é muito para um carro que tem bancos com ajuste manual, embora revestidos de couro.

Já o SLK acaba de passar por uma reforma visual que deu a ele uma dianteira mais agressiva, lembrando um SLR em escala reduzida — repare que o “bico” parece o de um F-1. É um roadster por essência: capô longo, traseira curta e bancos (apenas dois) praticamente em cima do eixo traseiro. Junto com o novo design, vieram cavalos. O motor do SLK 200, um 1.8 16V com compressor mecânico, teve a potência ampliada de 163 cv para 184 cv. Mais bem-equipado e mais requintado que o “rival”, o novo Mercedes sai por R$ 218 mil.

Feitas as apresentações, colocamos os óculos escuros, o protetor solar (o vento não deixa a gente perceber, mas andar sem capota queima) e fomos curtir. Juro que quis fugir do lugar comum de escrever “cabelos ao vento”, mas não poderia deixar de falar da preocupação do meu colega, o repórter Thiago Vinholes, com sua cabeleira voando a cada acelerada (e ele tentando arrumar, o que era pior). Os vidros laterais levantados eliminam boa parte da turbulência em alta velocidade. Quando abertos, porém, não há penteado que resista.

O cabelo do Vinholes embaraçava mais no SLK. Mais potente e com maior torque que o BMW, o Mercedes andava na frente sempre que seu motorista queria. Desde os 1.500 giros é possível ouvir o silvo do compressor soprando mais ar para o motor, o que instiga a pisar fundo. Não chega a andar tanto quanto o visual sugere, mas faz uma boa ventania. A marca garante 0 a 100 km/h em 7,9 s, com máxima de 232 km/h.

Claro que não chegamos a isso na estrada, mas nem precisava de tanto para perceber o temperamento mais esportivo do carro da estrela. Suspensão firme, bancos envolventes, direção nervosa... Na subida da serra de Campos ficou claro como o SLK se agarra ao chão com afinco, é um brinquedo viciante. Deu vontade de retornar só para subir de novo mais rápido. Pena que o câmbio automático de cinco marchas sofre com um “delay” nas mudanças mesmo no modo manual, que permite fazer as trocas por borboletas atrás do volante.

O 120i Cabrio pode decepcionar um pouco os fãs da BMW em desempenho. Não que ele seja lento; o problema é que acostumamos com os motores seis cilindros da marca. O ronco é bravo (parece motor maior), mas as respostas não impressionam tanto quanto o barulho. Acelera de 0 a 100 km/h em 9,2 s e vai a 218 km/h de máxima, informa a BMW. Se falta motor, sobra câmbio: a caixa Steptronic de seis marchas é rápida e inteligente nas mudanças. E o modo manual foi bastante eficiente nos trechos sinuosos. Como esperado, o Série 1 balança mais nas curvas, com sua traseira mais longa que a do SLK. Ainda assim, permitiu andar forte na serra. Sem falar no fato de ser mais confortável e “sofrer” menos nos buracos do que o Mercedes.

Em Campos, aprendemos uma lição: não estacione no sol com a capota baixada, pois o couro dos bancos fica quente como chapa de lanchonete. Depois de esfriar, hora de voltar para a realidade. Na chegada à capital paulista, adivinhem? Trânsito! Mas aí tudo bem, o dia já estava ganho.




Fonte: Auto Esporte


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