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Como anda o novo Chevrolet Spin Activ

Data 29/12/2014

Versão aventureira da minivan vai na contramão da evolução

Por Iago Garcia // Fotos: Bruno Guerreiro

Não gostamos nada da ideia de ter o estepe grudado na traseira. A Chevrolet gosta e cravou um na tampa do Spin Activ, versão aventureira da minivan que manda em 55% das vendas do segmento. O que realmente nos intriga não é o que se ganha com o estepe, mas o que se perde: praticidade, conforto e segurança. Não seremos radicais ao ponto de ignorar o esforço da GM para colocá-lo ali atrás. Questionamos tais medidas e ela se defendeu.

50 KG NA MOCHILA

“A abertura é mais complicada” admite Pedro Manuchakian, chefão da engenharia local. No Spin são dois movimentos para acessar o porta-malas. No Activ são cinco – um deles inclui um comando na chave para liberar o mecanismo. “Foi o menor número que conseguimos”, completa.

São três pontos de fixação. Um no canto esquerdo do para-choque, um no meio e outro no centro da tampa, formando um “L” espelhado, como no Idea Adventure. Com isso, existem duas sustentações na vertical e duas na horizontal, amenizando a vibração e o ruído. Nenhuma novidade, mas a solução sugere mais robustez que nos rivais. Ao rodar, não notamos tremedeira vinda de trás. Toda essa mexida bota 50 kg a mais na traseira. São 20 kg de reforço estrutural e 30 kg para o mecanismo e o próprio pneu.

Se bater o carro, uma folga no apoio da tampa evita que o suporte a machuque. O sensor de estacionamento – de série na versão – foi recalibrado para proteger o estepe. E se a pancada for forte? “O reforço estrutural é justamente para ter certeza que nada irá se soltar e agravar a colisão” garante Manuchakian, sem citar explicitamente um crash-test feito para comprovar tal teoria. 

TOPLESS

Além do estepe, o Spin Activ traz molduras plásticas por fora, rack no teto, adesivos laterais e faróis escurecidos. As rodas são de 16 polegadas com pneu mistos e suspensão 8 mm mais alta. A cabine é toda preta e os bancos recebem tecido especial. O motor é o anêmico 1.8 de 108 cv aliado ao câmbio automático de seis marchas, mais esperto na sua segunda geração.

E por fim, a pergunta de um milhão: por que ir na contramão da tendência mundial e colocar o estepe aparente? “Quando o brasileiro pensa em carro aventureiro, ele espera encontrar um estepe pra fora e apliques de plástico nos para-choques”, alega Leonardo Menezes, chefe de engenharia do Spin. Sendo assim, meu amigo, prepare-se para ver mais rodas fazendo topless pelas ruas.



Fonte: CarDriver

Esta notícia foi marcada em Mercado Automotivo


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