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Forte concorrência reduz prazo de lançamentos das montadoras

Data 26/12/2007

Para enfrentar a alta competitividade do setor automotivo, as montadoras vão antecipar lançamentos no próximo ano. A estratégia será ampliar a lista de produtos para atrair ainda mais o consumidor - o que fará 2008 ser um ano ainda mais disputado que 2007. A primeira a colocar um novo modelo no mercado brasileiro será a Volkswagen, com o lançamento do novo Gol em janeiro. Em seguida, a Fiat apresentará o Stilo com câmbio manual automatizado. Depois virão os novos modelos da Renault, Honda, Toyota, General Motors (GM), entre outras.

O otimismo é geral, mas as previsões sobre crescimento divergem entre as empresas. O presidente da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall, projeta aumento de 15% na produção de automóveis e de 10% para comerciais leves. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) vai além, ao prever expansão de 17,5% nas vendas - neste ano volume fechará com 2,4 milhões de unidades. Já a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) estima uma alta de 19%. Ainda mais otimista, o presidente da Fiat, Cledorvino Belini, calcula que o crescimento do setor chegará a 20% - com 3,3 milhões de carros produzidos pelas fabricantes.

Para intensificar a produção, as montadoras negociam com fornecedores. A General Motors, por exemplo, já pediu todo o empenho dos seus fornecedores, ao informar que vai aumentar a capacidade produtiva no próximo ano. "A GM está mandando especialistas em ferramentaria para trabalhar junto com os fornecedores e ajudá-los a atender a lista de pedidos", disse Johnny Saldanha, vice-presidente de compras da GM LAAM - região que inclui América Latina, África do Sul e Oriente Médio.Depois de visitar vários países - China, Coréia, França, Alemanha, Colômbia e na última semana o Brasil - o vice-presidente mundial de compras da General Motors, Bo Andersson, falou a um pequeno grupo de jornalistas na sexta-feira sobre as estratégias de compras da General Motors Corporation. "Estamos vendo um grande crescimento da América Latina e queremos comprar componentes onde produzimos nossos carros", disse Andersson.

A GM compra peças e componentes de 3,2 mil fornecedores globais - 700 são do Brasil -, num gasto total de US$ 90 bilhões por ano. Com 485 mil carros emplacados até a última sexta-feira, segundo dados preliminares liberados pelo Registro Nacional de Veículos Automotores, a GM fecha 2007 com 20,2% de participação sobre o total de 2,4 milhões de veículos (incluindo caminhões e ônibus) que haviam sido emplacados até o dia 21 deste mês no País. Para 2008, a meta da montadora, segundo Andersson, é aumentar entre 10% a 20% o volume de vendas no Brasil.

Johnny Saldanha não acredita que há uma bolha de crescimento no mercado brasileiro. "A GM tem planejamento fechado para 5 e 10 anos, pois acredita que o crescimento do setor automotivo será sustentado e a economia deverá continuar crescendo", comentou Saldanha. Mas o que poderá barrar esse crescimento, segundo Flávio Del Soldato, presidente da Usiparts, empresa do grupo Usiminas e membro do conselho administrativo do Sindipeças (sindicato que representa as autopeças), é a falta de profissional no setor, principalmente na área de engenharia. "A expansão continuará nos próximos cinco anos. Se houver problemas daqui pra frente será por incompetência da cadeia de fornecedores."

Del Soldato comentou que, segundo pesquisa do Sindipeças, 77% das empresas de autopeças decidiram fazer investimentos independente de avisos do crescimento do setor automotivo.


Fonte: Gazeta Mercantil


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