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Espanha estuda limitar a velocidade máxima a 30 km/h nas cidades

Data 29/12/2012

Artigo publicado ontem no jornal El País, da Espanha, informa que o governo espanhol está estudando limitar a velocidade máxima nas zonas urbanas a 30 km. A ideia surgiu de um comitê europeu denominado Cidadania Européia, que está tentando convencer todos os países membros da união européia a aderir ao novo limite de velocidade nas cidades.

A justificativa para introduzir o novo limite é que uma pessoa tem 95% de chances de sobrevivência em caso de atropelamento de um veículo a 30 km/h. As chances caem para 55% quando o veículo trafega a 50 km/h e para zero –morte quase certa—quando o veículo atropelante vai a 70 km/h ou mais.

A comunidade espanhola está dividida. A maioria das pessoas acham que a medida pode ter sentido dentro de algumas zonas específicas das cidades, mas impor o limite de 30 km/h nos perímetros urbanos inteiros será um erro.

O artigo segue gerando polêmica. Da mesma maneira que o comitê argumenta com cifras os índices de sobrevivência em casos de acidentes em geral em função da velocidade, a turma da oposição contra-argumenta com a mesma lógica.

Em principio, todos concordam com a medida, caso seja aplicada em locais urbanos onde a densidade de ciclistas e pedestres seja muito elevada, onde as chances de atropelamento sejam maiores. O problema de limitar as áreas urbanas completamente a 30 km/h de velocidade máxima é que aí estariam incluídas as artérias principais, onde normalmente se circula em velocidades maiores. Para os opositores da ideia, limitar a 30 km/h a velocidade máxima nas vias principais, com poucos ou nenhum cruzamento, iria trazer o caos ao trânsito, sem contar que o número de multas por excesso de velocidade iria aumentar vertiginosamente, colocando todos os motoristas em situação de potencial ilegalidade.

A proposta segue para avaliação, mas a melhor solução a médio prazo, deverá mesmo ser a proibição total de automóveis nos centros urbanos. Mas enquanto a infraestrutura das cidades não está a nível de colocar em prática este tipo de mobilidade sem carros nos centros urbanos, parece loucura impor limitações genéricas abusivas. Afinal, ao arrancarmos para cruzar um semáforo, já estamos a mais de 30 km/h.


Ricardo Panessa


Fonte: Auto Estrada


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